Ações da Vale e Petrobrás sobem 1%; Cemig avança com intenção reforçada de privatização.

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Os resultados é de animação para as bolsas internacionais com o cenário de estímulos na China e na Alemanha. E a bolsa brasileiras acompanha esse movimento, com blue chips. Como, por exemplo, Petrobras (PETR3, R$ 26,72, +1,29%; PETR4, R$ 24,22, +1,34%). Vale (VALE3, R$ 44,14, +0,98%). E bancos registrando ganhos de cerca de 1%. 

Além disso, no noticiário sobre Petrobrás, é importante destacar que o petróleo tem a 2ª alta seguida após ataque de drone na Arábia Saudita. Embora sem maiores consequências. Enquanto isso, para a Vale, o minério de ferro na China caiu ao menor nível desde abril, com dúvidas sobre demanda.

Contudo, o Credit Suisse salientou seguir com visão positiva para os ativos da mineradora e que a recente desvalorização dos preços do minério de ferro deve ficar para trás, com a commodity podendo retornar ao nível de US$ 110 a tonelada. 

Entretanto, as ações da Eletrobras também avançam com os investidores à espera do projeto de lei que prevê a sua privatização. Enquanto a Cemig (CMIG4, R$ 14,92, +2,61%) sobe quase 3% com a gestão da companhia reforçando a sua intenção de privatização.

EMPRESAS

Petrobras (PETR3; PETR4) 

A Petrobrás informou o pedido de registro da oferta em até três séries da 7ª emissão de debêntures no montante inicial de R$ 3 bilhões. Contudo, a oferta prevê a colocação de, R$ 1 bilhão. Assim como a possibilidade de acréscimo de até 20%, ou seja, em até R$ 600 milhões.

Além disso, as Debêntures da 1ª e da 2ª séries serão aplicados exclusivamente nas atividades de exploração e avaliação na área dos blocos de: Franco, Florim, Nordeste de Tupi e Entorno de Iara do Contrato de Cessão de Búzios, Itaipu, Sépia e Atapu, limitadas às atividades aprovadas pela ANP. 

Já os recursos de debêntures da 3ª série serão destinados ao reforço de caixa para utilização no curso ordinário dos negócios da companhia. A princípio a Agência Nacional do Petróleo (ANP), ainda aprovou a venda, por parte da Petrobras e Chevron. Do campo de Maromba, na Bacia de Campos, num negócio de US$ 115 milhões. 

Vale (VALE3)

O Credit Suisse, em relatório, avalia que a recente desvalorização dos preços do minério de ferro deve ficar para trás e que a commodity poderá retornar ao nível de US$ 110 a tonelada. Com média de US$ 95 no quarto trimestre. O relatório destaca que a falta de liquidez no mercado spot acabou sendo um dos principais triggers para queda. Mas acreditam que deve voltar ao normal em breve. Acrescentando que para 2020 a média projetada é de US$ 85 a tonelada. 

No entanto, sobre a Vale, o relatório destaca que a empresa está claramente em um movimento de normalização da produção. E que atualmente está com a capacidade instalada de 350 Mtpa. (Volta de Vargem Grande e Brucutu). Além disso, acrescentaram que acreditam que outros 20 Mt de processamento a seco devem voltar no ano que vem e que até 2023 a empresa deve conseguir chegar pré Brumadinho. 

Portanto, o Credit acrescenta que segue com a recomendação de “outperform”, com um valuation descontado. Afirmam que o papel negocia a 3,4x EV/Ebitda (vs 5x das australianas e 6x do histórico da Vale). O FCF yield está em 15-16% no período de 2019 e 2020. E deve continuar a ter um papel importante na alavancagem da empresa (atualmente 0,9x EV/Ebitda). 

Afinal, a Vale deve se tornar uma grande pagadora de dividendos. E acreditamos que o patamar de 9-10% de yield seja provável. 

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