Bolsa Argentina despenca; Brasil pode sofrer também

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As empresas brasileiras já vinham sofrendo instabilidade por causa do mercado argentino. Após a derrota de Mauricio Macri, atual presidente, nas eleições primárias derrubou a Ibovespa. Muitos especialistas já consideram a virada do presidente sobre Alberto Fernández e Cristina Kirchner impossível. 

Não é possível prever como será o governo com Fernández, contudo especialistas dizem que a volta de Kirchner trará instabilidade a economia do país. A Argentina é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil. Ficando atrás da China e dos Estados Unidos. A princípio o efeito que será causado no brasil é na parte comercial, industrial. Bem como o contágio financeiro é quase inexistente atualmente.

Empresas brasileiras que podem ser afetadas

A CVC no começo de agosto anunciou sua compra sobre a Almundo. Assim dobrou de tamanho e se tornou a segunda maior empresa de turismo na Argentina. O presidente da companhia tinha como objetivo se tornar líder no setor de turismo na Argentina.

O banco do Brasil possui exposição na Argentina através do Banco Patagônia. Em 2018 o banco do Brasil comprou três ações e passou sua presença no banco argentino para 80,38%. Dessa forma tem cerca de 4% de aparecimento na receita argentina.

A Ambev é outra que vem sofrer com a instabilidade e inflação da Argentina. Com uma moeda desvalorizada e alta inflação acarreta em baixa confiança do consumidor. O volume de bebidas teve uma queda de 8,9 nesse segundo semestre. Muito se deve por conta da Argentina, já que ele representa 9% do volume e Ebitda total da Ambev.

Bolsa Argentina

Na segunda-feira (12/08) desta semana, a bolsa Argentina perdeu US$ 23,7 bilhões em valor de mercado. Isso tudo se deve ao resultado das eleições presidenciais primárias do país. Com o valor de US$ 40 bilhões a bolsa é de menor valor de mercado que o Santander Brasil, que é de US$ 41,9 bilhões. Não é só o Santander Brasil que está valendo mais que toda bolsa argentina. Outras cinco estão com valor de mercado maior. São elas a Vale com US$ 59,3 bilhões, Bradesco com US$ 66,6 bilhões, Ambev com US$ 80,2 bilhões, Itaú com US$ 84,7 bilhões e a Petrobras com US$ 91,5 bilhões.

Desde 1950 essa foi a segunda maior baixa diária entre os mercados. A queda da bolsa argentina foi de 48% nesta segunda-feira (12/08). O peso argentino chegou a cair mais de 30%. Entretanto o governo subiu a taxa de juros para 74% ao ano, o que amenizou a queda. Ao fim da segunda-feira o dólar chegou a valer 53 pesos. 

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